Sem querer me intrometer | Mariana Baptista

Resenha: Laranja Mecanica | Anthony Burgess



Título: Laranja Mecânica
Original: A Clockwork Orange
Autor: Anthony Burgess
Editora: Aleph
Páginas: 352
Avaliação:  (5/5)




Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

     E ai galera, faz um tempo que não escrevo (quase dez meses), mas a culpada disso é a faculdade que suga todo e qualquer momento de leitura livre, enfiando goela abaixo qualquer leitura que seja acadêmica, e que provavelmente o professor vá cobrar na próxima aula. Fazer o que, isso é humanas. Dessa vez o livro escolhido foi o Laranja Mecânica, obra famosa de Anthony Burgess, pela história conturbada e pela época em que foi lançado, onde escrever distopia não era modinha. Eu já mirava esse livro há um bom tempo, mas nunca entrava em promoção, até o ultimo Black Friday, onde consegui o meu por uma mixaria. 

     Começando o livro, somos apresentados a sua estrutura, historicidade e a um desafio peculiar, lê-lo sem consultarmos o vocabulário anexo, pois o livro foi escrito na Europa, onde usava-se muitos slovos (palavras) derivadas do eslavo e que eram utilizados pelos nadsats (adolescentes) como comumente encontramos gírias que classificam os grupos marginalizados da sociedade.

     Bom, se a ideia era fazer com que não gostasse do Alex, protagonista do livro, o autor foi bem sucedido, pois somos expostos a uma série de coisas que ele e seu grupo fazem para aproveitar a noite, mas não sem antes tomarem seus molokos com a finalidade de ficarem prontos para um vinte contra um muito horrorshow. E assim corre a primeira parte do livro, que segundo a explicação do início tem como base o número 21, pois de acordo com a cultura anglo-americana é a idade em que o homem entra na vida adulta. 

     Após esse momento, acontece algumas mudanças na história, e inicia-se a segunda parte da história, o tratamento Ludovico, que se passa na Prestata (cadeia) e onde é inserido o verdadeiro sentido do livro, explicando o que é a verdadeira laranja mecânica ("A questão é se uma técnica dessas pode realmente tornar um homem bom. A bondade vem de dentro, 6655321. Bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem."), onde consiste o real interesse do governo, que possui um índice de criminalidade enorme e não consegue contornar essa tendência, uma vez que só se prende o criminoso, sem regenera-lo, somando somente custos para o Estado

     O legal dessa história é que mesmo sendo escrito em 1962, existem vários pontos sociais em comum com o tempo atual, em que somos escravos de uma segurança interina e precisamos nos cercar de formas para nos proteger, onde também existe uma polícia truculenta que coage a população, não ensinando nada a não ser mais ódio e violência, e por fim, o interesse do Estado em uma limpeza social, onde se guarda as “vítimas da modernidade” em “zoológicos”, passando uma falsa ideia de justiça e igualdade. 

     Confesso que terminando de ler o livro, corri assistir ao filme, e sim, quem somente assistiu ao filme, teve uma grande videada do que o livro fala, pois este é extremamente fiel a toda a história original, deixando somente diferenciado o final, pois ainda existe um capitulo após o termino da história, e que de certa forma muda todo o desfecho. Então, Ó irmão, convido-os a esluchar este drugui que vos escreve e perderem um tempo videando para entender como era a vida de Alex, Pete, Tosco e George no meio de uma sociedade degenerada e essa kal total. Que Bog nos ajude.

2 comentários:

  1. Muito boa a resenha. Parabéns.
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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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