Título: Lilac
Autora: Deise C. Müller
Editora: Novo Século
Páginas: 392
Avaliação: ★★★★★ ♥
Lilin, uma succubus ambiciosa, tenta aniquilar Lúcifer. E como punição, é enviada a Terra e destituída de seus poderes. Transformada em feiticeira, Lilin assume vários consortes e começa um plano para reinar sobre os seis clãs dos feiticeiros. Meg cresceu acreditando ter herdado habilidades mágicas de sua tataravó feiticeira. Abandonada ainda bebê pela mãe, seu pai tenta fazer com que ela e sua irmã se interessem pela arte oculta, porém a última coisa que uma adolescente quer é aprender feitiços com sangue de galinha e adagas afiadas. Entretanto, quando Lauren, sua irmã, é assaltada e baleada, e Lucas seus ex-namorado, desaparece misteriosamente Meg se arrepende de não seguir os conselhos do pai. Meg retorna à cidade onde cresceu, para se afastar da dor do passado e da acusação nos olhos do pai. Seu passado, no entanto, não está disposto a deixá-la em paz. Craft, o suspeito inicial no desaparecimento de Lucas, acaba sendo o rei do clã Domovoi, o mais poderoso dos clãs, e sua única esperança de escapar de seu caçador, e da escuridão na qual seu coração se afundou. Mas quando sobreviver pode significar ser um receptáculo ambulante para um demônio que planeja destruir tudo o que você ama, e morrer significa destruir o coração daqueles que te amam, o que fazer? Um demônio banido… Uma linhagem condenada… E uma atração inevitável. O amor realmente supera tudo?
Antes de qualquer coisa, tenho que dizer para vocês que é a segunda vez que eu escrevo essa resenha. Estou achando esse livro simplesmente COMPLICADÍSSIMO de resenhar. Então, vou tentar mostrar como eu me sinto diante dessa leitura: Eu amei a estória! Aliás, amei mais do que qualquer outra que tenha lido em 2012. Mas por outro lado, eu odiei a forma com que ela foi contada. Enquanto lia, tive momentos nos quais eu queria tacar o livro no chão e nunca mais tocá-lo. Os palavrões (que normalmente não me incomodam) e as cenas de sexo desnecessárias eram tantas que começaram a me irritar de verdade.
Depois desse comentário um tanto desanimador, vou contar para vocês um pouco da estória. O que é algo totalmente difícil, porque todo o livro foi tão surpreendente do começo ao fim, que tenho medo de não conseguir fazer essa resenha sem dar algum mini spoiler, mas vou tentar.
Megan é a personagem central do livro. No começo, conhecemos ela em um momento muito melancólico. Havia se passado apenas um ano da morte de sua irmã gêmea, e ela se culpava muito por não ter a ajudado. Desde o começo da estória sabemos que Meg tem algo enigmático, algo diferente, mas o que não sabemos é o quão enigmático e o quão diferente esse "algo" vem a ser.
Começamos a descobrir um pouco mais sobre ela depois que Lucas, seu ex-namorado, é sequestrado por, possivelmente, o mesmo grupo que matou sua irmã. Em troca da vida de Lucas, os sequestradores exigem que Megan se entregue no lugar dele, e ela, como a mulher SUPER corajosa que é, faz isso.
FARIA. O termo correto para minha frase anterior é "faria". Ela faria isso, se não fosse salva por um misterioso homem com quem teve um envolvimento casual em um bar no dia anterior, Craft. A partir de então, Craft passa a proteger Megan, e mostra à ela um universo diferente entre os humanos: O universo dos feiticeiros (o qual Meg descobre pertencer).
Eu nunca errei uma previsão do tempo, e meu corpo parece diferente... eu não sei explicar. Tanto com drogas como com álcool eu pareço ter uma supertolerância. Enfim, juntando tudo isso com a cor estranha dos nossos olhos e as histórias de meu pai, é difícil não crer. Capítulo 3, pág. 64
O livro todo se centraliza em três pontos. 1. A perseguição aos homens que mataram a irmã de Meg (e que se não encontrados logo matariam ela também) 2. O amor entre Craft e Megan 3. A aproximação de Megan com outros feiticeiros (inclusive Helen, uma criança feiticeira extremamente triste, mas encantadora).
A estória é super empolgante e não dá tempo para o leitor se entediar. Como já disse, acontecem várias situações extremamente surpreendentes, e o final nos deixa morrendo de vontade de ler a continuação. Então, leiam! Ignorem os palavrões, pulem as cenas fortes (elas não acrescentam quase nada à leitura mesmo), mas não deixem de ler.









