Sem querer me intrometer | Mariana Baptista

Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens

Resenha: Lilac | Deise C. Muller

17 opinaram |


Título: Lilac
Autora: Deise C. Müller
Editora: Novo Século
Páginas: 392
Avaliação: ★★ 





Lilin, uma succubus ambiciosa, tenta aniquilar Lúcifer. E como punição, é enviada a Terra e destituída de seus poderes. Transformada em feiticeira, Lilin assume vários consortes e começa um plano para reinar sobre os seis clãs dos feiticeiros. Meg cresceu acreditando ter herdado habilidades mágicas de sua tataravó feiticeira. Abandonada ainda bebê pela mãe, seu pai tenta fazer com que ela e sua irmã se interessem pela arte oculta, porém a última coisa que uma adolescente quer é aprender feitiços com sangue de galinha e adagas afiadas. Entretanto, quando Lauren, sua irmã, é assaltada e baleada, e Lucas seus ex-namorado, desaparece misteriosamente Meg se arrepende de não seguir os conselhos do pai. Meg retorna à cidade onde cresceu, para se afastar da dor do passado e da acusação nos olhos do pai. Seu passado, no entanto, não está disposto a deixá-la em paz. Craft, o suspeito inicial no desaparecimento de Lucas, acaba sendo o rei do clã Domovoi, o mais poderoso dos clãs, e sua única esperança de escapar de seu caçador, e da escuridão na qual seu coração se afundou. Mas quando sobreviver pode significar ser um receptáculo ambulante para um demônio que planeja destruir tudo o que você ama, e morrer significa destruir o coração daqueles que te amam, o que fazer? Um demônio banido… Uma linhagem condenada… E uma atração inevitável. O amor realmente supera tudo?

     Antes de qualquer coisa, tenho que dizer para vocês que é a segunda vez que eu escrevo essa resenha. Estou achando esse livro simplesmente COMPLICADÍSSIMO de resenhar. Então, vou tentar mostrar como eu me sinto diante dessa leitura: Eu amei a estória! Aliás, amei mais do que qualquer outra que tenha lido em 2012. Mas por outro lado, eu odiei a forma com que ela foi contada. Enquanto lia, tive momentos nos quais eu queria tacar o livro no chão e nunca mais tocá-lo. Os palavrões (que normalmente não me incomodam) e as cenas de sexo desnecessárias eram tantas que começaram a me irritar de verdade.

     Depois desse comentário um tanto desanimador, vou contar para vocês um pouco da estória. O que é algo totalmente difícil, porque todo o livro foi tão surpreendente do começo ao fim, que tenho medo de não conseguir fazer essa resenha sem dar algum mini spoiler, mas vou tentar.
     Megan é a personagem central do livro. No começo, conhecemos ela em um momento muito melancólico. Havia se passado apenas um ano da morte de sua irmã gêmea, e ela se culpava muito por não ter a ajudado. Desde o começo da estória sabemos que Meg tem algo enigmático, algo diferente, mas o que não sabemos é o quão enigmático e o quão diferente esse "algo" vem a ser.
     Começamos a descobrir um pouco mais sobre ela depois que Lucas, seu ex-namorado, é sequestrado por, possivelmente, o mesmo grupo que matou sua irmã. Em troca da vida de Lucas, os sequestradores exigem que Megan se entregue no lugar dele, e ela, como a mulher SUPER corajosa que é, faz isso.

    FARIA. O termo correto para minha frase anterior é "faria". Ela faria isso, se não fosse salva por um misterioso homem com quem teve um envolvimento casual em um bar no dia anterior, Craft. A partir de então, Craft passa a proteger Megan, e mostra à ela um universo diferente entre os humanos: O universo dos feiticeiros (o qual Meg descobre pertencer).

Eu nunca errei uma previsão do tempo, e meu corpo parece diferente... eu não sei explicar. Tanto com drogas como com álcool eu pareço ter uma supertolerância. Enfim, juntando tudo isso com a cor estranha dos nossos olhos e as histórias de meu pai, é difícil não crer. Capítulo 3, pág. 64

     O livro todo se centraliza em três pontos. 1. A perseguição aos homens que mataram a irmã de Meg (e que se não encontrados logo matariam ela também) 2. O amor entre Craft e Megan 3. A aproximação de Megan com outros feiticeiros (inclusive Helen, uma criança feiticeira extremamente triste, mas encantadora).

     A estória é super empolgante e não dá tempo para o leitor se entediar. Como já disse, acontecem várias situações extremamente surpreendentes, e o final nos deixa morrendo de vontade de ler a continuação. Então, leiam! Ignorem os palavrões, pulem as cenas fortes (elas não acrescentam quase nada à leitura mesmo), mas não deixem de ler.

Resenha: Encanto | Tricia Rayburn

37 opinaram |


Título: Encanto
Segundo livro da trilogia Sereia
Original: Undercurrent
Autora: Tricia Rayburn
Editora: Verus
Páginas: 318
Avaliação: ★★(5/5)



Nada tem sido normal na vida de Vanessa desde que ela descobriu que sua irmã foi morta pelas sereias - mulheres fatais das profundezas marinhas - e que tudo que sabia sobre sua família era falso. Seu namorado, Simon, sempre foi o porto seguro de Vanessa, mas agora ele está de volta à faculdade numa cidade distante, e ela acaba se envolvendo com o lindo e popular Parker, seu colega de escola. Repensando seu relacionamento com Simon e incerta sobre as intenções de Parker - e sobre as suas em relação a ele -, ela está mais perdida do que nunca. Assustada com tudo que vem descobrindo em relação a si mesma e à sua família desde que se transformou em sereia, Vanessa nunca se sentiu tão só. Agora, Vanessa precisa entender seu passado e aceitar que é tão fascinante e perigosa quanto suas adversárias.

     Essa resenha vai conter spoiler do primeiro livro. Então se você ainda não leu Sereia, não fique bravo comigo! (clique aqui para ver a resenha de Sereia)


     Depois que li Sereia, criei uma gigante expectativa com esse segundo livro. E não vou deixar de dizer que me decepcionei. Grande parte da leitura tinha cenas MUITO lentas, e o foco principal era os sentimentos e inseguranças da Vanessa, então, o livro tinha bem menos ação do que eu esperava. As coisas só começaram a ficar empolgantes nos últimos capítulos do livro. Então, posso dizer que mais da metade do livro não me acrescentou em praticamente nada.


     Em Encanto, Vanessa, após descobrir ser uma sereia, retorna à sua casa e é obrigada a lidar com um grande problema: O último ano do colegial! Se isso já é totalmente perturbante para nós, meros mortais, imaginem para uma menina que acabou de perder a irmã e ganhar, em troca, a revelação do maior segredo da sua vida. 

     Ela está confusa em relação à seus poderes e sente-se incrivelmente desconfortável com a atenção e olhares masculinos que passou a receber depois de transformar-se. E além disso, ela ainda tem que conviver com uma nova limitação: Ela não pode passar muito tempo sem tomar/ter contato com água salgada. Então, o livro, na maioria de seus capítulos, se foca exatamente nisso: Vanessa está se sentindo mal! Vanessa não aguenta mais! Vanessa desmaiou! (Sério, ela realmente desmaia MUITAS vezes)

Eu tinha ido até o bebedouro para encher minha garrafa a cada intervalo entre as aulas, e, embora a sede e a dor de cabeça tivessem diminuído, minha pele ainda parecia ressecada, como se fosse pequena demais para o meu corpo. Capítulo 8, pág. 79

     No meio dessa confusão da personagem principal, ela se encontra também "amorosamente confusa". Temos de um lado Simon, com quem Vanessa tem um envolvimento desde o livro passado, e do outro Parker, um menino da escola dela que parece não estar tão fascinado com a sereia quanto os outros rapazes, o que faz Vanessa ficar curiosa quanto a ele, e eles começarem a se envolver.


     O livro também traz o maior contato de Vanessa com sua família. Ela descobre coisas sobre sua mãe, e o mistério envolvendo o pai dela que ficou pendente no outro livro é finalmente revelado.

     Paralelamente à tudo isso, as sereias de Winter Harbor retornam (coisa que Vanessa temia desde a primeira palavra escrita no livro). A partir desse momento as coisas começam a ficar mais agitadas e surpreendentes.

Pare. A palavra parecia queimar em minha mente. Por favor, ele não fez nada contra você. Deixe-o em paz. Capítulo 27, pág. 293

     A leitura continua fácil, e por esse motivo, mesmo quando as coisas estão bem lentas, o livro não se torna maçante. E como todo livro que tem uma continuação, esse também deixou alguns segredos reservados, o que me faz odiar a Tricia, já que o terceiro livro provavelmente vai demorar para chegar aqui no Brasil.

Resenha: Anna e o Beijo Frances | Stephanie Perkins

25 opinaram |


Título: Anna e o Beijo Francês
Original: Anna and the French Kiss
Autora: Stephanie Perkins 

Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Avaliação: ★★★

Escolhido em enquete com 70% dos votos.




Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 

     Antes de qualquer coisa, queria comentar que acho que nunca vi uma resenha negativa desse livro. E a minha, por sua vez, não vai fugir do padrão. Então, se você ainda não leu o livro e está aqui só para ver se consegue achar alguém que coloque defeitos nele, feche o computador e vá ler agora mesmo!

     Anna Oliphant levava uma vida ótima. Tinha uma melhor amiga com quem adorava passar o tempo, um irmãozinho com o qual praticamente desempenhava o papel de mãe e estava até conseguindo, finalmente, se envolver com seu lindíssimo colega de trabalho, mas, certo dia, seu pai inventa de mandá-la para um internato em Paris.

Quantas meninas de 17 anos matariam para sair de casa? Meus vizinhos não estão passando por nenhum colapso. Nenhum choro vem da parede dos seus quartos. Capítulo 2, pág. 11

     No começo, Anna fica super assustada com a ideia de que talvez passe todo seu último ano de colegial sem encontrar novos amigos, sozinha (pela primeira vez na vida) e com saudade de casa, mas isso logo muda quando ela conhece Meredith, uma garota que morava no quarto ao seu lado. 

     Logo depois de conhecer Mer, Anna conhece também os amigos dela, incluindo Étienne St. Clair, um garoto que, mesmo tendo namorada, atraia todas as meninas da escola e também, como era de se imaginar, atraiu Anna.
     E é nesse ponto que começa a estória. Anna e o Beijo Francês se trata, principalmente disso, o envolvimento dela e Étienne.

     O que é espetacular no livro, é que Anna é uma garota TOTALMENTE comum. Em momento algum ela é descrita de uma forma que a mostre superior à qualquer outra... Ela é apenas ela, e acredito que seja isso que faz com que todas as meninas que leem esse livro se identifiquem tanto com a personagem.
     Durante toda a trama, somos remetidas à uma antiga dúvida que todas tivemos um dia: "Será que ele gosta de mim?". O livro inteiro corre, a estória entre os dois progride e não conseguimos saber (pelo menos não antes dos últimos capítulos) se Étienne realmente corresponde o sentimento de Anna, e é isso que torna o livro interessante.

Adoro sua risada de menino, suas camisetas amassadas e seu gorro de crochê. Adoro seus grandes olhos castanhos e o modo como ele morde as unhas, e gosto tanto do seu cabelo que eu poderia morrer. Capítulo 32, pág. 203

     A estória é leve, fácil de ler e flui sem complicações. Todos os conflitos do livro são coisas que temos que encarar em nossas vidas, como mudanças, traições, doenças, inseguranças e várias outros desse tipo. 
     Stephanie Perkins realmente fez um maravilhoso trabalho! Anna e o Beijo Francês realmente tem a capacidade de ser simples e ao mesmo tempo empolgante. 
     Então, leiam! Recomendo para todos, de verdade. É uma estória divertidíssima que com certeza faz a gente esquecer dos nossos problemas.

Resenha: Lonely Hearts Club | Elizabeth Eulberg

20 opinaram |



Nome: Lonely Hearts Club
Autora: Elizabeth Eulberg
Editora: Intrínseca
Páginas: 233
Avaliação: ★★★★





Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena? 

     Para começar, quero deixar bem claro que Lonely Hearts Club é um livro que muitas pessoas considerariam fútil. A estória é BEM estilo pré-adolescente e a trama não é o que envolve o leitor.

     O livro conta a estória de Penny Lane, estudante do terceiro ano do ensino médio, que sofre uma decepção amorosa gigante com o menino que gosta desde a infância, e a partir daí, resolve montar o Lonely Hearts Club (um clube para garotas que não queriam mais namorar durante o ensino médio).

Não pode me ignorar para sempre.
Apertei o botão APAGAR. Com certeza eu ia tentar. Capítulo 7, pág. 38

     No começo, Penny é a única integrante de seu clube, até que uma antiga amiga, Diane, resolve se juntar à ela. Depois disso, antes mesmo que Penny perceba, várias garotas começam a ser influenciadas pelos "ideiais" do Lonely Hearts Club, o que faz com que o clube aumente exageradamente no número de integrantes.

     Durante essa nova fase da vida de Penny ela é obrigada a lidar com três tipos de garotos: Nate, o amor de infância, idealizado, que Penny descobre não ser tão perfeito assim; Ryan, um velho amigo, típico garoto perfeito e incompreendido e Tod, o popular da escola que fica com uma garota diferente por semana e tem tendências fortes para um futuro alcoólatra.

— Uau, Ryan, que decepção! Você não iria querer ser você mesmo, não é? Capítulo 34, pág. 207

     O final é bastante clichê, mas como já disse, a trama não é a grande responsável por envolver o leitor. O ponto forte do livro é o humor de Penny, que com certeza rende ótimas risadas.

     É fácil ver em Penny a menina que somos/fomos na adolescência, e isso faz nos identificarmos com ela e suas amigas. A leitura é extremamente fácil e flui rapidamente. Então, recomento Lonely Hearts Club para quem quer um livro relaxante e prazeroso de ler.

Resenha: O Melhor de Mim | Nicholas Sparks

14 opinaram |


Nome: O melhor de mim
Original: The best of me
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Avaliação: ★★



Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo - e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.

     Nunca fui muito romântica, então, normalmente tentava manter distância dos livros de Nicholas Sparks. Dessa vez, resolvi me arriscar, e não me arrependo. O melhor de mim trás muito mais que um simples romance entre casal. O livro mostra, com muita emoção, o amor pela família, pelos amigos e também o amor próprio.

     O livro conta a estória de Amanda e Dawson, um casal que apesar da oposição da família (ela era filha de um casal rico e tradicional, enquanto ele "era" um dos Cole, os homens mais temidos da região) sempre teve o amor um pelo outro como prioridade sobre todas as outras coisas.

     Os jovens tiveram que se separar, pois Dawson acreditava que se continuasse na vida de Amanda impediria ela de ser feliz. Depois de muitos anos, eles se reencontram de uma forma surpreendente. Tuck, velho amigo dos dois, usou sua própria morte como álibi para fazer com que Amanda e Dawson se reencontrassem.

Só estou tentando ser realista. É da sua vida que estamos falando. E eu... não posso mais fazer parte dela. Capítulo 1, pág. 23

     Os dois tinham tudo para ficarem juntos, exceto pelo fato de que Amanda havia construído uma nova família. Diante disso, ela cai na dúvida: Abandonar o marido e viver sua vida ao lado de seu namorado da adolescência, ou deixar Dawson partir mais uma vez para que não perca a comodidade de sua vida atual?

     Durante o livro, nos emocionamos ao saber tudo que Dawson e Amanda viveram depois de se separarem. Os dois passaram por bons bocados! E há também problemas que eles tem que enfrentar agora que se reencontraram (principalmente, problemas com os primos de Dawson, Abee e Ted Cole). 
     A estória surpreende com muito mais ação do que eu esperava. Há cenas que causam emoções MUITO fortes. Ficamos ansiosos, tensos e amedrontados com o rumo que o livro pode tomar.

Quase inconsciente, Ted não conseguiu registrar por completo as palavras, mas, por instinto, sabia o que estava acontecendo. Dawson estava se safando outra vez. Capítulo 20, pág. 235

     E o final é simplesmente lindo. O melhor de mim emociona de verdade! A estória tem muita paixão, conflitos, discussões, e até a presença constante de uma questão de espiritualidade muuuito bonita. 
     Enfim, indico a leitura para todos que querem se entregar à uma estória de amor puro, verdadeiro e eterno.

Resenha: Preciso te contar uma coisa | Melissa Hill

14 opinaram |


Nome: Preciso te contar uma coisa
Original: Something you should know
Autora: Melissa Hill
Editora: Essência
Páginas: 331
Avaliação: ★★


 Após uma temporada na Austrália com o namorado, que a trocou por uma amiga que foi visita-los, Jenny está de volta à Irlanda. Um pouco abalada com o fim do relacionamento, mas nem tanto - o namoro já estava nas últimas mesmo -, resolveu procurar uma cartomante. Esta foi categórica: antes do fim do ano, e depois de um momento de distração, ela encontraria alguém especial, único, com quem viveria momentos de tormenta, mas nada os separaria. Roan Williams apareceu num dia em que ela desceu desatenta do ônibus e foi assaltada. Era ele, só podia ser ele! A previsão, e a vontade de confirma-la, forma mais fortes que qualquer conselho de amigas, que não cansaram de alertá-la de que Roan estava longe de ser um príncipe encantado. Jenny estava apaixonada, e quem dá ouvidos a conselhos neste estado? Ela acaba caindo do cavalo e se machucando feio. Mas isso tinha sido há quatro anos, e o tempo faz milagres. Jenny voltou a acreditar no amor. Está vivendo feliz com Mike, de quem está noiva, e sua filha Holly. Até que recebe uma notícia desconcertante: Roan é o mais novo funcionário da empresa de Mike. A situação poderia ser mais ou menos administrável se a volta do ex não a obrigasse a contar a Mike um segredo sobre o seu passado que pode mudar radicalmente o seu futuro.

     Quando uma amiga me emprestou Preciso te contar uma coisa, senti uma enorme vontade de nem começar a leitura. A capa e a sinopse não me atraíram nem um pouco, e mesmo tentando não julgar antes de tentar, tinha quase certeza de que o livro não me agradaria nem um pouco. Pois bem, eu estava errada!

     O livro começa quando Jenny Hamilton recebe a notícia de que um ex-namorado (com quem teve uma relação não muito bem resolvida), Roan Williams, retorna à sua cidade e, coincidentemente, passa a trabalhar com seu atual noivo, Michael Kennedy.
     Jen tem, em seu passado, um segredo que envolve Roan e pode mudar completamente sua vida se for revelado. A garota fica desesperada com a notícia da volta do ex, e resolve que precisa confessar esse erro do passado para Mike, mas antes disso, procura sua melhor amiga, Karen Cassidy, para falar sobre o que aconteceu no passado. É a partir desse momento que o livro passa a ser um flashback de 4 anos atrás, antes mesmo de Jenny conhecer Roan. 

Jenny se deu conta de que estava ficando cada vez mais à vontade com ele. No início falaram de coisas sem importância e depois trocaram informações sobre si mesmos. Capítulo 5, pág. 45

     Praticamente o livro todo se desenvolve nesse flashback, contando tudo sobre o relacionamento de Jenny e Roan desde os primeiros até os últimos dias. Porém, junto com a estória dos dois, Preciso te contar uma coisa foca-se também no passado de Karen e em seu relacionamento com Shane Quinn – um relacionamento que, muitas e muitas vezes, destaca-se BEM mais do que o do “casal protagonista”.

     É nesse longo flashback que enfrentamos as maiores emoções do livro. As situações que Jenny e Karen passam são bastante cotidianas, sem qualquer exagero ou ficção, e acredito que seja exatamente por isso que nos prendemos tanto ao livro. As personagens são extremamente, como posso dizer... Humanas?! O livro descreve seus defeitos, dúvidas e inseguranças e trás uma leitura muito aprofundada psicologicamente.
    Preciso te contar uma coisa consegue levar o leitor aos seus extremos: Rir com situações engraçadas, ter raiva diante de algumas decisões das personagens, chorar (e coooooomo!) nos momentos de tragédia.

Estaria Deus punindo-a por ela não ter ido à missa por cerca de doze anos? Estaria Ele punindo-a por ela estar tão determinada a não se casar na igreja? Ou era simplesmente porque era ela uma pessoa estúpida, amarga, ressentida [...]? Capítulo 37, pág. 266
 
      Apesar de ser ótimo, o livro não possui uma trama muito bem fundamentada e não apresenta muitas surpresas quando se trata da resolução dos problemas. 
     Outra coisa que achei bem estranha, foi o fato de que Jenny (que deveria ser a personagem principal) muitas vezes fica em segundo plano. Para mim, durante toda a estória, a participação de Karen é MUITO mais ativa do que a da própria Jen, e é isso que me faz acreditar que a sinopse oficial do livro EXTREMAMENTE inadequada. Quando a lemos, temos a impressão de que toda a estória gira em torno do “grande mistério do passado”, porém, esse segredo não é mencionado – e nem desenvolvido –  em nenhum dos capítulos entre o 4º e o 42º.

     Preciso te contar uma coisa é ótimo para quem procura uma leitura fácil, relaxante e que não exige que o leitor pense muito diante dos fatos que vão acontecendo. Tudo acontece como em uma novela, simulando uma vida comum e com um desfecho bastante previsível. 

     Indico o livro para quem quer se divertir e se emocionar, sem fazer questão de acompanhar, de fato, uma estória reveladora e surpreendente.

Resenha: Starters | Lissa Price

23 opinaram |


Título: Starters
Autora: Lissa Price
Editora: Novo Conceito
Páginas: 367
Avaliação: ★★




Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado...

     Queria começar a resenha dizendo que assim como MUITOS, também estava asiosíssima para ler Starters. A sinopse atrai muito, e a capa é muito linda! Sério, quem não viu pessoalmente a capa nem imagina o quanto de detalhes maravilhosos que ela tem. Mas vamos ao que interessa: A estória.

     O mundo já não é o mesmo que conhecemos. Após uma guerra de esporos, todos aqueles que não foram vacinados (ou seja, os maiores de 20 e menores de 60 anos) morreram. Passaram a existir apenas jovens (Starters) e idosos (Enders), que nesse "novo mundo", podiam viver até 200 anos ou mais.

Há uma guerra acontecendo - continuou ele - Você precia aprender a se defender. Defender a si mesma e Tyler. Capítulo 2, pág. 45

     Callie é uma jovem Starter de 16 anos, que após a guerra fica orfã de pai e mãe e é obrigada a viver na rua com seu irmão mais novo Tyler e seu vizinho Michael. As coisas não andavam muito bem, eles mal tinham o que comer, e Tyler apresentava sérios problemas de saúde. Em meio a essa situação, Callie conhece a Prime Destinations, uma empresa que aluga os corpos dos Starters para que Enders possam realizar suas fantasias e desfrutar - novamente - da juventude.

     Callie assina um contrato milionário com a Prime, e em seu terceiro aluguel (o último e mais longo de todos eles) algo acontece. A garota retoma o controle do próprio corpo, e como se isso já não fosse estranho o bastante (considerando que durante todo o aluguel ela deveria ficar "dormindo"), ela começa a ouvir uma voz em sua mente que lhe faz um único pedido: Não retornar à Prime Destinations.

Escute... importante... Callie... não volte à... Prime Destinations. Capítulo 4, pág. 90

     Aos poucos, passamos à saber mais sobre Helena, a inquilina de Callie (Ender que está alugando seu corpo). A Ender tem problemas pessoais com a Prime desde que sua neta, Emma, desapareceu misteriosamente após assinar contrato com a empresa. A partir das desconfianças e planos de Helena descobrimos coisas terríveis sobre a Prime Destinations. 
     Callie percebe que não pode mais confiar em ninguém, e aí se desenrola o livro, mostrando todas as dificuldades que ela tem ao tentar realizar tudo aquilo que precisa: desmascarar a Prime, proteger seu irmão, ajudar Helena e até tomar uma decisão sobre sua vida amorosa.

     Quando comecei a ler Starters senti um enorme medo de me decepcionar. No começo, a estória estava meio parada e não apresentava, nem de longe, o tanto de ação que eu esperava, mas aos poucos a leitura foi ficando cada vez mais ativa, até que os fatos começaram a correr de uma forma rápida e hipnotizante. As ultimas 100 páginas foram as melhores! A leitura estava tão cheia de enigmas e problemas a serem solucionados, que era praticamente impossível parar de ler.

     A única coisa que não me agradou na leitura é que Callie não envolvente. Na verdade, até hoje vi poucas personagens tão pouco carismáticas quanto ela. Porém, sua frieza é compensada por uma estória cheia de aventuras que faz com demos pouca atenção aos aspectos "psicológicos" da personagem.

     Cheguei ao fim do livro, e quando achei que tudo estava solucionado, os ultimos 3 capítulos foram EXTREMAMENTE surpreendentes. Tenho certeza que nenhum de vocês pode imaginar o quanto descobrimos nesses últimos capítulos e o quanto eles mudam o restante da estória. O final definitivamente faz com que todo o livro valha a pena.

     Para quem curte aventura, eu com certeza indico Starters! É um livro ótimo que ao final de sua estória deixa um gostinho de quero mais.

Resenha: Sereia | Tricia Rayburn

23 opinaram |



Título: Sereia
Original: Siren
Autora: Tricia Rayburn
Editora: Verus
Páginas: 306
Avaliação: ★★




Vanessa Sands, de 17 anos, tem medo de tudo – do escuro, de altura, do mar –, mas sua destemida irmã mais velha, Justine, está sempre por perto para guiá-la a cada desafio. Até que Justine vai mergulhar num precipício uma noite, perto da casa de veraneio da família em Winter Harbor, e seu corpo sem vida aparece na praia no dia seguinte. Os pais de Vanessa tentam superar a tragédia retornando à vida cotidiana em Boston, mas ela sente que a morte da irmã não foi acidental. Depois de descobrir que Justine estava escondendo diversos segredos, Vanessa volta para Winter Harbor, esperando que Caleb, o namorado de sua irmã, possa esclarecer algumas coisas, mas o garoto está desaparecido. Logo, não é apenas Vanessa que está com medo. Winter Harbor inteira fica em alvoroço quando outro corpo aparece na praia, e o pânico se instala à medida que a pequena cidade se torna palco de uma série de acidentes fatais relacionados com a água, em que as vítimas são encontradas sorrindo horrivelmente de orelha a orelha. Vanessa e Simon, irmão mais velho de Caleb, unem forças para investigar os estranhos acontecimentos e, no caminho, a amizade de infância se transforma em algo mais. Conforme eles vão encontrando ligações entre a morte de Justine e a súbita erupção de afogamentos assustadores na cidade, Vanessa descobre um segredo que ameaça seu romance com Simon – e que vai mudar sua vida para sempre.

     Antes de começar a falar sobre o livro, vou confessar para vocês que quando o peguei na mão, não pude evitar ficar olhando - e admirando -  o efeito da luz refletida em vários ângulos nas partes destacadas da capa (os olhos e o título). A capa está maravilhosa, de verdade! 

     Mas vamos falar sobre a estória: Vanessa e Justine Sands são irmãs bem opostas. Enquanto Justine é corajosa e faz tudo aquilo que tem vontade sem pensar nas consequências, Vanessa tem medo de tudo. Devido à esse medo incontrolável de Nessa, Justine passa a vida toda cuidando dela, e fazendo com que ela se sinta mais confortável em situações que ela possivelmente piraria se tivesse que enfrentar sozinha.

     Como todos os verões, a família das garotas vai para Winter Harbor, um local conhecido por sua belíssima praia.  Só que nesse verão, as coisas ocorrem de maneira diferente, e após uma discussão com a família, Justine desaparece e, só no dia seguinte, é encontrada morta na beira da praia. 

     A família tenta seguir em frente, volta à sua casa em Boston e todos tentam agir como se perder Justine já estivesse sendo superado. Todos, exceto Vanessa, que acreditando que o que aconteceu com a irmã não foi acidente, volta sozinha à Winter Harbor para esclarecer as coisas.

É só a Justine. São só as coisas dela. Tudo vai ficar como ela deixou, porque ela vai voltar. Logo vamos voltar à casa do lago e tudo vai voltar a ser como deveria. Capítulo 2, pág. 31

     Para Vanessa, o primeiro passo para entender o que houve com a irmã é procurar Caleb (o mais novo dos irmãos Carmichael, namorado de Justine que elas encontravam todos os verões), porém, ao chegar em sua casa, Simon, irmão mais velho de Caleb, comunica à Vanessa que ele havia desaparecido sem dar explicações à família.

     A partir desse momento, muitas coisas passam a acontecer: A aproximação EXTREMAMENTE romântica entre Simon e Vanessa; Novas amizades (e inimizades, também) em Winter Harbor; e o estranho fato de mesmo depois de morta Justine conseguir se comunicar com a irmã.

     No começo, o livro deixa algumas dúvidas, e até propõe alguns mistérios, que são facilmente deduzíveis, considerando que a estória corre em um ritmo inicialmente lento, dando tempo para o leitor tirar suas próprias conclusões, e fazendo com que sejamos pouco surpreendidos quando as coisas começam a, de fato, se esclarecerem. O título, por si só, já sugere (ok, sugere é bondade minha, o título CONTA) a resposta do maior mistério do livro.

Aqueles homens estavam a mais de um quilômetro da superfície, mas não estavam mortos - ainda. Capítulo 25, pág. 297

     Sereia tem cenas bastante surpreendentes até chegar em sua solução (não tão surpreendente assim). A leitura é bastante dinâmica e com mudanças de cenário tão constantes que as vezes fazem até com que nós nos percamos.
     A única coisa que tenho a reclamar quanto ao texto de Tricia são os "cortes de cena". Sabe quando estamos assistindo à uma novela e  algo espetacular acontece - ou é dito - e a tela rapidamente se apaga e os créditos começam a passar antes que possamos ver a reação das personagens que estavam em cena? Então, acontece exatamente isso no livro na passagem de um capítulo para o outro, com a diferença de que na novela, no outro dia, a estória volta ao mesmo ponto onde parou, e em Sereia, a situação interrompida simplesmente se perde para nunca mais voltar!

     Mesmo assim, o livro é muito bom e o final é um dos mais interessantes que já vi, sério. Ao fim das palavras, imaginei como seria aquela cena em um filme, e posso garantir para vocês que a câmera focalizaria no rosto de Vanessa, os olhos dela brilhariam e começaria a tocar uma musiquinha digna de fim de primeira parte (assim saberíamos que o próximo filme viria em breve).

     A minha vontade agora é começar imediatemente a ler Encanto (o segundo livro da série). Apesar de apenas alguns mistérios não terem sido resolvidos ainda, estou bastante ansiosa para ver como Vanessa se comportará nessa nova fase.

     Enfim, para resumir, mesmo com toda a previsibilidade da estória, indico que vocês leiam Sereia! É realmente envolvente e com certeza quem curte ficção baseada em mitos vai adorar.

Resenha: Qual seu Numero? | Karyn Bosnak

16 opinaram |



Título: Qual Seu Número?
Original: What's yout number?
Autora: Karyn Bosnak
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Avaliação: ★★




Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.  

     Vou começar falando um pouco sobre a estória: Delilah Darling fica deprimida ao saber que seu número de relacionamentos está bem maior do que a média das mulheres americanas, então, não querendo aumentar esse número, ela resolve ir encontrar seus ex. Com a ajuda de seu vizinho, Colin (que é “investigador particular”, ou pelo menos, poderia ser), ela faz as malas, e vai atrás de todos os caras com quem já se envolveu.

Querida Delilah, você é um desastre. Sinceramente, pequena Darling. Capítulo 2, pág. 41

     As primeiras 300 páginas do livro, tirando os 3 ou 4 primeiros capítulos, concentra-se todo nessas viagens. O livro passa a ser um guia, um diário, ou até mesmo uma transcrição de todos os pensamentos de Delilah enquanto procura esses homens. Essa primeira etapa do livro é abarrotada de estórias do passado e situações bastante engraçadas. Mas de repente, uma nova fase de Qual Seu Número? começa, e o livro passa a ter, pela primeira vez, uma trama.
     Bem, como posso explicar para vocês? A partir da 300ª página, deixamos de ler os pensamentos de Delilah, e começamos a ler uma estória de verdade (que aliás, acontece de modo ACELERADÍSSIMO e tem um fim super previsível) e todo o resto que lemos passa a ser mero detalhe.

Quando você está em um relacionamento, o que conta é a essência de uma pessoa, e não os pequenos detalhes da embalagem. Capítulo 14, pág. 333

     Apesar desses pontos, no mínimo, confusos, gostei do livro por quebrar dois “preconceitos” que eu tinha: O primeiro, é que não gosto de livros em primeira pessoa, mas com esse, nem liguei para o tipo de narrativa, pois tudo foi descrito e contato muito certinho. E o segundo é que não costumo procurar por livros de comédia, tenho medo que eles simplesmente, não me façam rir, mas esse fez. E muito! Sério, é BASTANTE divertido.

     Então, para resumir, indico Qual Seu Número? para uma pessoa que quer dar risada, mas não para alguém que quer acompanhar, de fato, uma estória.

Resenha: Branca de Neve e o Cacador | Lily Blake

39 opinaram |



Título: Branca de Neve e o Caçador
Original: Snow White and the Huntsman
Autores: Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini
Editora: Novo Conceito
Páginas: 208
Avaliação: ★★★




Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha. Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?

      Eu adoro contos de fada, principalmente os desconfigurados como o desse livro. Juro, esse foi um livro que me fascinou desde a primeira palavra que eu li.
     O que eu mais gostei na estória, foi a forma com que Lily associou pensonagens lendários dos contos de fadas comuns de uma forma totalmente inimaginável. Até os "sete anões", da clássica estória da Branca de Neve ganharam uma releitura divertida, e de certa forma, até irônica e contrária a idéia de perfeição que os contos de fadas costumam passar.
     No livro, há alterações extremamente notáveis nas personagens da estória original. A Rainha Má (Ravenna), que no clássico é totalmente fria e só se interessa pelo poder, em Branca de Neve e o Caçador torna-se mais sensível, tendo relações fortíssimas de afeto com a família e apresentando até uma estranha simpatia (e compreensão) pela própria Branca de Neve, que por sua vez, nessa releitura, apresenta-se mais forte, menos romântica e consegue se defender sozinha facilmente, ao contrário da personagem original.

Então, olhou para o rosto de Branca de Neve uma última vez. Seus lábios estavam se movendo no sono. 
– Maldição - murmurou, odiando não ser tão fácil quanto esperava. Capítulo 12, pág. 128

     Outra coisa que eu gostei MUITO no livro, foi a participação do Caçador (Eric) na estória. Na minha opinião, Branca de Neve não foi a protagonista do livro, e sim ele, Eric. Todas as situações se formam ao redor da menina, porém só com as opiniões pessoais de Eric (que aparecem, muitas vezes, discretamente) é que conseguimos entender a emoção diante dos fatos. O Caçador é o personagem mais psicologicamente aprofundado no livro, e entendendo a mente dele é que conseguimos captar a tristeza, felicidade, preocupação ou surpresa diante das situações que ocorrem com Branca de Neve.

     Além de tudo isso, a leitura é fácil e ativa (para mim, o livro está mais para aventura do que para romance, como é rotulado). Eu terminei o livro em dois dias, porque a estória é tão dinâmica que uma vez que começamos a ler, temos dó de interromper a leitura. Em momento nenhum há espaço para que o leitor se entedie. 
     E o final é bastante imprevisível, deixando que cada um construa seu próprio restante de estória depois da palavra final do livro.

Resenha: Morte e Vida de Charlie St. Cloud | Ben Sherwood

31 opinaram |


Título: Morte e Vida de Charlie St. Cloud
Original: Charlie St. Cloud
Autor: Ben Sherwood
Editora: Novo Conceito 
Páginas: 296
Avaliação: ★★★



Um coração dividido entre dois mundos. Em uma pacata vila de pescadores da Nova Inglaterra, Charlie St. Cloud cuida dos gramados e monumentos de um antigo cemitério onde seu irmão mais jovem, Sam, está enterrado. Após sobreviver ao acidente de carro que tirou a vida de seu irmão, Charlie recebe um dom extraordinário: ele consegue enxergar, conversar e até mesmo brincar com o espírito de Sam. É neste mundo místico que entra Tess Carroll, uma cativante mulher treinando para navegar sozinha ao redor do mundo em um veleiro. O destino faz com que seu barco seja apanhado por uma violenta tempestade, trazendo-a assim para a vida de Charlie. Sua bela e incomum ligação os leva a uma corrida contra o tempo e a uma escolha entre a vida e a morte, entre o passado e o futuro, entre apegar-se ou deixar o passado para trás – e a descoberta que milagres podem acontecer se nós simplesmente abrirmos nossos corações.

     Comecei a ler esse livro porque haviam me indicado o filme, e confesso que achei que não chegaria ao fim da leitura. Quando olhei a sinopse, achei que seria uma estória bem clichê de vida após a morte, que me enjoaria facilmente, mas me surpreendi com o livro.

     Há três personagens principais: Charlie St. Cloud, que é um rapaz aparentemente comum, mas esconde de todos um dom espetacular (ele conversa com seu irmão mais novo que morreu ainda muito jovem em um acidente de carro); Tess Carroll, uma mulher que, depois da morte do pai, se dedica exclusivamente à navegação e não acredita muito no amor (devido à várias decepções que ela já sofreu) e Sam St. Cloud, irmão mais novo de Charlie, que se encontra em um universo paralelo, entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.


     A relação de Charlie e Sam é uma das mais lindas que já vi em estórias por aí. Os dois juram ficar juntos para sempre, e abrem mão de tudo - ou quase tudo - para ficar perto um do outro. É emocionante a forma com que eles se tratam e se entendem (mesmo que Sam seja só uma criança congelada no tempo, enquanto Charlie e seus pensamentos evoluem). O relacionamento entre os dois prova que quando se ama, é capaz de se perdoar (e compreender) até os maiores erros.

Assim é a vida e a morte. Todos nós brilhamos. Você só precisa libertar seu coração, aguçar seus sentidos e prestar atenção. Uma folha, uma estrela, uma canção, um riso. Perceba as pequenas coisas, porque alguém está estendendo a mão para você. Qualcuno ti ama. Alguém o ama. Epílogo, pag. 281 

     Toda menina pode se identificar com Tess Carroll. Ela demonstra a decepção com as pessoas quando se trata de amor, mas ao mesmo tempo, demonstra também a esperança em recomeçar e, quem sabe, até viver um lindo romance.
     Nos primeiros capítulos do livro, confesso que ficava um pouco entediada nas partes em que Tess protagonizava. Por ela viver em função de velejar, são utilizados muitos termos técnicos sobre navegação para descrever a vida dela, mas aos poucos, o foco muda COMPLETAMENTE e a leitura começa a prender demais. A partir do momento em que Tess encontra-se com Charlie, é impossível parar de ler a estória.
     O relacionamento de Tess e Charlie também é de dar inveja à qualquer um, eles superam barreiras inimagináveis para ficarem juntos e mostram que o amor verdadeiro não precisa ser aquele famoso "à primeira vista", sabem? Os dois já se conheciam há muito tempo, mas só em determinado momento da vida se apaixonam. 

     Uma coisa que eu gostei muito em Morte e Vida de Charlie St. Cloud, é a forma com que Ben Sherwood descreve os personagens. Junto com uma apresentação convencional, ele descreve um momento marcante da vida de cada um deles, o que faz com que a gente se familiarize BEM mais rápido com eles. 

     O livro tem a presença muito forte da espiritualidade e consegue surpreender muito, porque sempre que achamos que já entendemos tudo da estória, ele muda totalmente, e revela algo que não dava nem para imaginar. É uma estória que envolve muito a questão da crença em milagres, e nos faz refletir demais sobre os limites entre possível e impossível.